Militar é encontrado morto em alojamento das forças armadas no RN

 Por O Globo
Um militar foi encontrado morto em alojamento das Forças Armadas montado em Mossoró, no Rio Grande do Norte. Ele participava da Operação Potiguar III — ação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) determinada pelo presidente Michel Temer no dia 29 de dezembro para conter a onda de crimes ocorridas durante a paralisação de policiais militares e civis no estado. O movimento de protesto das forças de segurança estaduais teve início no dia 19 de dezembro. Até o dia 31, 94 homicídios foram registrados no período da paralisação.

A morte do militar ocorreu na madrugada desta segunda-feira, dia 1º de janeiro. Segundo o G1, o Exército confirmou a morte, mas não informou o nome, a idade e a patente do militar. A motivação da morte também não foi informada pelo Exército. O ministro da Defesa, Raul Jungamn, disse que o caso está sendo investigado:

— Ainda não temos informações concretas. Mas o que já podemos informar é que não houve um crime — declarou o ministro em entrevista coletiva nesta segunda-feira.


MINISTRO: QUEDA NOS REGISTROS DE HOMICÍDIOS
 

O ministro da Defesa afirmou, durante a entrevista, que o número de homicídios no estado caiu depois do início da ação das Forças Armadas. Segundo Jugmann, foram registrados 18 homicídios na sexta-feira, primeiro dia da operação, 11 no sábado, dois no domingo e um na madrugada desta segunda-feira. Jungmann declarou também que houve queda nos registros de outros crimes, como arrombamentos.

— A segurança que as Forças Armadas proporciona se espalhou em todos os tipos de delitos — disse o ministro.

Essa é a terceira ação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no Rio Grande do Norte em dois anos. Segundo Jungmann, 2.800 militares participam do patrulhamento nas ruas.

O chefe do Estado Maior da operação Potiguar III, tenente coronel Igor Pasinato, informou que as Forças Armadas realizaram, até esta segunda-feira, 380 ações, como patrulhamentos e rondas. Os militares participaram do patrulhamento durante a noite de réveillon no estado.

Além dos militares, 190 agentes da Força Nacional de Segurança também participam da ação no Rio Grande do Norte.

Dados divulgados pelo Observatório de Violência Letal Intencional nesta segunda-feira indicam que o Rio Grande do Norte teve 2.405 homicídios em 2017, um número 20,5% maior do que em 2016, quando foram registrados 1.995 assassinatos. Em 2015, foram 1.670 mortes violentas.

Segundo o instituto, o estado teve uma média de 6,61 mortes por dia em 2017. No ano anterior, a média foi de 5,48. Em 2015, de 4.59.

JUSTIÇA DETERMINA PRISÃO DE RESPONSÁVEIS POR PARALISAÇÃO

No domingo, o desembargador Cláudio Santos, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJ-RN), determinou que sejam presos os responsáveis por defender a paralisação de policiais militares e bombeiros. A decisão é favorável a um pedido do governador do RN, Robinson Faria (PSD), que argumentou que a paralisação desobedece à primeira decisão da Justiça, que considera a greve ilegal. Os policiais militares e bombeiros protestam contra atrasos salariais e más condições de viaturas e equipamentos.



 

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